Seja Bem-Vindo!

Este Blog tem a finalidade de mostrar a biologia de um jeito divertido e com qualidade! Divirta-se e sirva-se das informações.
Ah! Deixe seus comentários e sugestões. Serão importantes para o site melhorar sempre!
Abraços,
Prof. Alexandre de Sá Freire

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Microscópio fácil passo a passo

1. Corte o bico da garrafa PET separando-o do resto da garrafa;
2. Faça um corte no bico desde a base até 0,5 cm perto da ponta;
3. Faça um furo na tampa;
4. Com a tampa da garrafa atarrachada no bico da garrafa, prenda a rolha por dentro com o parafuso;
5. Corte a rolha rente ao bico garrafa;
6. Prepare um pedaço de durepoxi e prenda o conjunto bico, tampa e rolha no suporte de plástico, eucatex ou isopor;
7. Prenda a lente no outro suporte:
a) Fure o suporte
b) É possivel fazer o furo e colocar a lente diretamente. Caso haja folga, preencha com cola quente (silicone).

OBS.: Não é necessário retirar a lente do seu suporte original. Basta separá-la do conjunto do CD/DVD ou caneta laser.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Microscópio Fácil

Esta postagem é sobre um microscópio que pode ser montado em sala de aula. Os alunos, em grupo, podem construir um microscópio semelhante ao instrumento construído por Anton von Leeuwenhoek. Aqui será publicado uma lista do material necessário para montar o microscópio;
Lista de Material:
1. Chaveiro ou caneta laser ("pointer") ou lente de CD/DVD
2. Garrafa PET (com tampa)
3. Rolha de cortiça
4. Pedaço de plástico firme ou bandeija de isopor (para embalar queijo ou presunto)
5. Um prego (2 cm)
6. Um parafuso (2 cm)
7. Massa epoxi (durepoxi ou similar)
8. Elásticos de borracha
9. Serra de ferro ou faca serrilhada
10. Clips de papel
11. Tubo plástico ou bloco de borracha escolar
12. Estilete
13. Agulha de injeção descartável.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Evolução: TEORIA ou teoria?

A Evolução é um fenômeno biológico explicado por vários cientistas e suas teorias. As teorias são explicações científicas baseadas em fatos e evidências materiais que indicam SE e COMO um determinado fenômeno ocorre.





A teoria evolucionista mais famosa é a teoria da Seleção Natural de Charles Darwin. Um outro pesquisador, Alfred Russel Wallace, também teve a mesma idéia de Darwin na mesma época. Porém, Darwin tinha a seu favor o enorme número de evidências coletadas em sua viagem a bordo do HMS Beagle (1831-1836) e sua posição de cientista renomado. Darwin falava sobre a Seleção Natural em seu livro "A origem das espécies" publicado em 1859.





As evidências da evolução estão espalhadas pelos museus de história natural do mundo inteiro. Passeando pelo Museu de História Natural de Londres, no qual Darwin teve uma participação fundamental, podemos observar muitas destas evidências.




A foto acima é de um Nautilus que viveu há muitos milhões de anos. O fato de sabermos quantos anos tem um fóssil e a história que ele conta depende de vários métodos. Um desses métodos é a datação radioativa que permite saber a idade de um fóssil.


Assim, podemos construir uma história baseada em evidências. A apartir destas evidências chegarmos a uma explicação mais próxima possível do que aconteceu.


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Darwin I

Darwin (Marvin, Titãs)
Letra: Prof. Alexandre Freire

É importante estudar evolução
Fósseis como evidência e comparação
Desde o início organismos se modificam
Seleção Natural, Seleção Sexual
E o mais apto Deixa mais filhotes

Lamark foi o
Primeiro mas acreditava
em adaptação
Então, Darwin e Wallace se juntaram
Estudaram muito a diversidade e os embriões

Wallace disse:
“Darwin, agora é só dizer
Que quem for o melhor
Vai poder deixar mais filhos”

Mas Darwin não conseguiu
Explicar como a herança acontecia
Não levou em conta
Os trabalhos de Mendel

E Muito tempo se passou
E DeVries a mais dois se associou
Juntaram, então, a sua teoria
Com a de Darwin como o grupo queria

Agora eu sei o que ele quiz dizer
Ô, Darwin
Agora eu não posso esquecer

E disse:
“Darwin, agora é só dizer
Que quem for o melhor
Vai poder deixar mais filhos”

Charles Darwin (1809-1882) foi um naturalista inglês que escreveu, entre outras obras, "A origem das espécies". O livro serviu como base para a formulação da teoria da evolução. Apesar de ser considerado por muitos o pai da teoria da evolução, teve suas anotações "engavetadas" por 13 anos. Como era um homem muito religioso e seu livro, do seu próprio ponto de vista, conflitava com sua educação religiosa. Somente com a notícia de que outro naturalista, Alfred Russel Wallace (1823-1913), publicaria idéias semelhantes às suas, resolveu publicar "A origem das espécies" em 1859.
Na sua obra estavam os princípios da "Seleção Natural" e da "Seleção Sexual" que ainda são aceitos hoje em dia. Darwin acreditava que cada população original tinha uma diversidade de indivíduos. Portanto, há indivíduos mais adaptados e menos adaptados. Os indivíduos mais adaptados são aqueles que lidam melhor com os desafios do meio ambiente. Estes indivíduos tenderiam a deixar um número maior de descendentes. Para isso porém, além de ser mais bem adaptado, deveria ser atraente para as fêmeas. Assim, vem à tona outro conceito: o da seleção sexual.
Contudo, Darwin não conseguiu explicar a hereditariedade e a origem da diversidade biológica.
Só em 1900, um grupo de pesquisadores liderados por Hugo De Vries (1848-1935) juntaram os conhecimentos de Darwin e os experimentos de Johan Gregor Mendel (1822-1884) e mais a idéia de modificações no patrimônio genético gerando variabilidade e, portanto, biodiversidade. Em 1929, finalmente todas estas idéias foram reunidas em um documento: A teoria sintética da evolução.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Diagnóstico Molecular






Diagnóstico molecular é um nome genérico para um conjunto de técnicas que utilizam o DNA como material para detectar doenças genéticas, identificar pessoas (criminosos ou cadáveres) e determinar paternidade ou graus de parentesco.




Embora sejam técnicas muito atuais, os fundamentos e ferramentas básicas foram começaram a ser descobertas e utilizadas desde o final dos anos 60 e início dos anos 70.




Três pesquisadores, Werner Arber (n. 1931) e os norte-americanos Daniel Nathans (1928-1999) e Hamilton Smith (n.1931), elucidaram o mecanismo de ação das enzimas de restrição. Estas enzimas são capazes de reconhecer sequências específicas de DNA e clivar (cortar) a molécula. Tais enzimas são isoladas a partir de bactérias que as utilizam como mecanismo de defesa contra DNAs invasores (como DNAs de vírus). Veja abaixo que uma sequência específica (GAATTC) foi cortada pela enzima de restrição.



O DNA dentro de uma mesma espécie varia muito pouco. Porém, este pouco já traz diferenças suficientes para distinguirmos um indivíduo do outro. Assim, se utilizarmos enzimas de restrição para cortarmos o DNA de duas pessoas diferentes, obteremos diferentes resultados.


Existem duas técnicas que utilizam as enzimas de restrição:


a) RFLP - Polimorfismo de comprimento de fragmentos de restrição.


Mutações podem alterar o DNA entre um sítio de clivagem e outro. Isto gera diferentes formas (polimorfismos) do mesmo trecho de DNA como podemos observar na figura abaixo.





Na primeira raia (da direita para a esquerda) temos uma pessoa normal. Tal indivíduo possui os dois fragmentos (alelos) do mesmo tamanho. Já na segunda raia, temos um indivíduo com um alelo sadio e o outro com a mutação (portador). O terceiro possui os dois alelos mutados.


Podemos fazer o estudo de doenças genéticas e sua distribuição em famílias como mostra a figura abaixo.




b) VNTR - Número variável de repetições em série.


Existem sequências que se repetem no nosso genoma. O número de repetições pode variar de pessoa para pessoa (ver figura abaixo) e segue um padrão de herança mendeliana como veremos a seguir.



Ao reconhecer sítios com pedaços de DNA com variados números de cópias em série, podemos distinguir duas pessoas e, inclusive utilizar em um exame de paternidade (como podemos observar na figura abaixo).


Hoje em dia, além destas técnicas temos várias técnicas baseadas no PCR. O PCR ou reação em cadeia da polimerase foi desenvolvida em 1983 por Kary Mullis. É baseada no princípio de amplificar, ou seja, aumentar a quantidade de DNA a partir de uma pequeníssimas quantidades.


Mas como funciona isto? Primeiro extraímos o DNA de um indivíduo, depois purificamos e processamos em uma reação esquematizada abaixo.



Para processar o DNA utilizamos uma máquina, o termociclador, para controlar os ciclos de:

a) desnaturação - quando as fitas do DNA se abrem.

b) anelamento - quando pedaços específicos de DNA se "grudam" (anelam-se) ao DNA.

c) extensão (ou síntese de nova molécula de DNA)


Estes cíclos se repetem e aumentam a quantidade (amplificam) do DNA inicial em uma Progressão Geométrica (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, 256, 512, 1024 moléculas...)


Esta técnica tem sido usada para variadas finalidades além de exames de paternidade e criminalística. Existem doenças, por exemplo, que são causadas por parasitas que não são detectados por exames de rotina. Recorre-se então ao PCR para detectar uma sequência de DNA presente apenas no parasita (bactéria ou protozoário).


As técnicas discutidas aqui podem ser utilizadas combinadas para diferentes finalidades.

terça-feira, 16 de março de 2010

Projetos Genoma: por que gastar dinheiro com isso?

Quando pensamos no dinheiro gasto com o desenvolvimento da ciência, devemos sempre pensar em como este conhecimento gerado pelos cientistas podem ajudar a sociedade.
O Brasil gasta 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto) com o desenvolvimento da ciência. É muito dinheiro, mas não é o suficiente. Os países desenvolvidos (que tem um PIB maior que o nosso) investem até 2,6% do seu PIB em desenvolvimento de projetos científicos. Se pensamos em desenvolver o nosso país, devemos produzir e divulgar mais. Para isso, investimentos mais substanciosos são necessários.
Porém, apesar do pouco investimento, o Brasil ocupa uma posição importante no cenário mundial ao produzir 1% de todos os artigos científicos do mundo.
Bom, mas o que os Projetos Genomas têm a ver com isso?

Os Projetos Genoma são nada mais do que projetos desenvolvidos com o objetivo de saber a seqüência de bases de um determinado organismo. Para isso, utiliza-se alta tecnologia em termos de maquinas de sequenciamento automáticas ligadas a computadores para a captura dos dados. A utilidade de tais projetos está no fato de podermos conhecer a fundo determinados organismos para podermos buscar respostas para o próprio funcionamento destes organismos. Sabendo mais sobre o funcionamento dos organismos, podemos até pensar em encontrar cura para determinadas doenças.
O Projeto Genoma Humano visa conhecer os genes e pseudogenes dos seres humanos. O conhecimento dos genes, pseudogenes e seqüências não-gênicas podem nos revelar uma grande quantidade de informações como:
1. Maneiras de diagnosticar mutações em genes importantes;
2. Identificar regiões importantes do genoma capazes de "ligar" ou "desligar genes";
3. Novas regiões capazes de revelar a identidade de uma pessoa e, portanto, ser utilizada em testes de identificação de cadáveres, paternidade, ou fugitivos;
Enfim, um sem número de finalidades pode ser atribuído ao Projeto Genoma Humano.
É importante ressaltar que os Projetos Genoma são bons pontos de partida para o entendimento do funcionamento dos organismos vivos. Existem ainda os projetos:
Proteoma - estuda a interação entre as proteínas
Transcriptoma - estuda os genes que estão ativos e os produtos que estes geram

Foi um belo início, e devemos continuar atentos aos estudos que partirão dos Projetos Genoma. Devemos lembrar que a produção científica deve servir ao bem comum.

Para visualizar bem a questão do Projeto Genoma Humano, acesse o endereço abaixo para assistir o vídeo:


É interessante acessar os sites abaixo para saber como é gasto o dinheiro do seu país com relação a Saúde, Educação e Ciência.
http://www.inovacao.unicamp.br/report/news-indicadores050615.shtml
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40141994000100005&script=sci_arttext
http://estatisticabrasil.blogspot.com/
http://www.direito2.com.br/asen/2009/ago/20/roberto-cavalcanti-cobra-do-governo-mais-verba-para-educacao-ciencia

quarta-feira, 10 de março de 2010

Vacinas Gênicas e Terapia Genética

Para que não haja confusão entre estes dois avanços da biotecnologia, é preciso prestar atenção:
I. Vacina Gênica
Na vacina gênica, seleciona-se o gene capaz de, uma vez ativado, gerar uma resposta imunológica no paciente. Assim, o paciente torna-se apto a responder às infecções. Os genes selecionados para estudos são ligados a proteínas virais ou bacterianas de patógenos (causadores de doenças).
Os genes dos patógenos são inseridos em pequenas moléculas de DNA circular chamadas de plasmídeos.
Uma vez preparados, os plasmídeos são injetados no corpo do paciente de duas formas:
a) Por meio de injeções intramusculares;
b) Por um mecanismo conhecido como revólver genético, que consiste em colocar os plasmídeos dentro de microesferas de ouro e dispará-las contra a pele do paciente, utilizando para isso um disparador de alta pressão.

Uma vez dentro das células, alguns plasmídeos conseguem penetrar no núcleo. Então, os RNAs correspondentes são sintetizados e, saindo do núcleo dão início a produção de proteínas vindas do gene do patógeno.
A célula, portanto vai produzir a proteína do patógeno e apresentá-la ao organismo como se o paciente estivesse doente. Porém, além do paciente não apresentar a doença, ele fica com o organismo "prevenido"

Veja nas figuras abaixo, um esquema de vacina gênica.




Figura 1. Mecanismos de montagem do vetor (plasmídeo) com o gene de interesse e injeção do gene no paciente.


Figura 2. Mecanismo de apresentação da proteína de interesse para o organismo ativar a resposta imunológica capaz de deixar a pessoa prevenida contra o patógeno.

II. Terapia Genética

A terapia genética caracteriza-se pela inserção de genes saudáveis no genoma dos pacientes. Geralmente, destina-se ao tratamento de doenças genéticas. O diabetes seria um bom exemplo de tratamento, pois é uma doença causada por uma falha do DNA no gene para a insulina.
A terapia genética para tal doença seria conduzida no sentido de inserir o gene saudável nas células do pâncreas responsáveis por produzir a insulina (Ilhotas de Langerhans).

Para injetar tais genes, existem três métodos básicos:

1. Viral
Neste método, os vírus são utilizados como vetores, ou seja, DNAs que possam servir como veículos para carregar o gene de interesse. A desvantagem pode vir de um vetor mal montado que possa gerar uma reação alérgica ou até infectar o paciente. Porém, a vantagem é a alta expressão do gene de interesse.

2. Não viral
Existem vários métodos não virais e um deles é injetar o DNA nú. O problema é a baixa taxa de expressão do gene de interresse. Para resolver este problema, pode-se abrir mão dos lipoplexos e poliplexos para proteger o DNA de interesse.

3. Híbridos
"Foram desenvolvidos alguns métodos híbridos que combinam duas ou mais técnicas, devido a todo método de transferência genética ter falhas. Virossomos são um exemplo: eles combinam lipossomos com HIV ou vírus da gripe inativos. Esse método se mostrou mais eficiente na transferência de genes em células epiteliais respiratórias do que métodos virais ou lipossomais isolados. Outro método é a mistura de outros vetores virais com lipídios catiônicos."


Veja, na figura 3 e na figura 4, esquemas de como funciona terapia genética.


Figura 3. Mecanismo de inserção do vetor no organismo do paciente.


Figura 4. Inserçaõ do gene no genoma do paciente e expressão da proteína de interesse.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Clonar ou Não Clonar? Eis a questão

Nos anos de 2001 e 2002, a novela “O Clone”, exibida no horário nobre da televisão brasileira trouxe para dentro da casa das pessoas a discussão sobre a clonagem de um ser humano. Fica clara a intenção de questionar a validade de tal avanço científico. Porém, até hoje, o assunto ainda não foi discutido de maneira mais profunda e efetiva. Em parte é compreensivo que uma novela não aborde cientificamente o problema por ser apenas um romance sem maiores compromissos de divulgação ou formação de uma opinião mais embasada sobre o assunto. Por outro lado, fica uma imagem viciada dos cientistas como seres individualistas e não preocupados com o benefício da sociedade por meio de suas descobertas.
Vamos começar a falar sobre clonagem? Muito bem, a criação de um ser humano idêntico a outro como uma cópia “xerox” humana já vem sendo discutida no meio científico como sendo muito cara (em todos os sentidos) com relação aos benefícios que poderiam se originar desta descoberta. O primeiro mamífero clonado, a ovelha Dolly em 1996, muitas irmãs desta ovelha se perderam. Morreram entre 300 e 400 irmãos entre células que morriam antes de serem implantadas no ventre da ovelha mãe (ver figura) e mesmo depois de implantadas não vingaram. Apenas três, dentre todas estas tentativas, se desenvolveram dentro do útero materno. Porém, apenas uma (a ovelha Dolly) foi capaz de sobreviver e nascer. Este foi um resultado de anos de pesquisas publicado em 1997 na revista britânica “Nature”1.
Em 2000, foi clonado o primeiro mamífero brasileiro: a vaca vitória. O número de tentativas foi grande como o da ovelha Dolly. Recentemente, os coreanos clonaram cães rastreadores. Foram aproximadamente 1000 tentativa. Imaginem se todas estas tentativas foram necessárias para clonar animais menos complexos do que um ser humano, quantas tentativas seriam necessárias para clonar um ser mais complexo como o homem. Quantas gravidezes seriam necessárias? Quantas mulheres estariam dispostas a participarem de tais pesquisas? Estariam elas preparadas para assumir uma gravidez apenas em prol da ciência? Quanto dinheiro gasto! Valeria a pena? Qual a utilidade de se clonar um ser humano se há maneiras mais baratas e viáveis de se conceber um outro ser humano? Se pensarmos objetivamente, nem o fato de querermos a perpetuação da espécie ou o aumento da família justifica. Hoje em dia existem vários tratamentos possibilitando a gravidez até mulheres próximas da menopausa. Além disso, há ainda a possibilidade de adoção.
Todavia, as técnicas de clonagem não servem somente para fins de reprodução de um ser humano idêntico a outro. Existe, também, a chamada clonagem terapêutica. Temos no Brasil um centro de referência nacional e mundial em termos de pesquisa com células-tronco. Na Universidade do Brasil/UFRJ, o professor titular Radovan Borojevic2 dedica-se ao estudo da aplicação de células tronco.
E o que são células tronco? São células originalmente presentes na medula e que tem a capacidade de gerar os demais tipos celulares que temos em nosso organismo. Tais células podem ser retiradas de três origens diferentes: a) da medula óssea do próprio paciente; b) do cordão umbilical de recém-nascidos; c) de embriões resultados de fertilização em vitro (com três anos de guardados). A utilização das células-tronco de origem embrionária recentemente causou uma polêmica no Brasil, mas a legislação brasileira já permite a utilização destas células para pesquisa desde que sejam observados o seguinte fator: as células, guardadas em nitrogênio líquido (193oC negativos), tem que ter 3 anos ou mais de estocagem. Com esta “idade” a viabilidade de tais células para fins reprodutivos é quase nula. As células-tronco de cordão umbilical, assim como as embrionárias, tem um potencial enorme de diferenciar-se em tipos diferentes de células, mas estão restritas a utilização com bebês que nasceram após a sua descoberta. Contudo, as células-tronco de origem medular causaram menor polêmica e, por isso foram rapidamente aceitas e utilizadas em experimentos e aplicações clínicas.
Este tipo de pesquisa tem sua aplicação prática bem evidenciada quando pensamos nas intermináveis filas para transplante em todo o país. A partir de uma célula da medula óssea do paciente esta célula-tronco é capaz de regenerar uma grande parte de um tecido ou órgão. No hospital Pró-cardíaco e no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ – Fundão), no Rio de Janeiro, já se alcança 80% de sucesso no transplante de células tronco em pacientes com tecidos danificados no coração. Há ainda outras possibilidades de trabalhar com células tronco para regenerar outros tecidos para, por exemplo, restaurar a função do pâncreas e produzir insulina. Em São Paulo, a pesquisadora Mayana Zats tem uma vasta equipe trabalhando em pesquisas com células tronco. Este grupo também tem tido um sucesso expressivo e já é referência nacional e internacional nesta área de pesquisa.
A utilidade das técnicas da clonagem humana é mais evidente quando falamos em medicina regenerativa. Portanto, devemos observar atentamente o caminhar destes acontecimentos no campo da clonagem para que possamos formar nossas opiniões e assim ter maior poder de interferir nestes processos já que nós, a sociedade, devemos ser os maiores beneficiários destes avanços técnicos e científicos.
Nota de rodapé: 1) I. Wilmut A. E. Schnieke J. McWhir A. J. Kind & K. H. S. Campbell (1997) Viable offspring derived from fetal and adult mammalian cells. Nature 385, 810 – 813; 2) O Prof. Dr. Radovan Borojevic é Professor titular de Histologia e Embriologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade do Brasil/UFRJ e Coordenados do Programa Avançado de Biologia Celular Aplicado à Medicina.

Ciência e Sociedade

Durante muito tempo a ciência tem sido encarada como uma “entidade” afastada da nossa realidade, do nosso cotidiano. Por sua vez os responsáveis pela ciência, os cientistas, têm sido encarados como seres humanos afastados das questões do dia-a-dia trabalhando para o desenvolvimento de algo que não vemos aplicação prática. A imagem que muitos fazem dos cientistas é, por exemplo, a imagem do cientista que foi capaz de clonar um ser humano por puro capricho (novela “O Clone” de 2002 – no horário nobre da televisão). Dentre as várias causas deste distanciamento poderíamos destacar a falta de interesse da mídia em uma discussão mais séria sobre os avanços científicos e tecnológicos. Poderíamos citar também a falta de incentivo (através de verbas “magras”) para que os cientistas, a exemplo dos EUA, possam viver apenas da ciência e da divulgação de suas descobertas.
Porém, apesar destes problemas ainda encontramos pessoas preocupadas em se esclarecer a respeito de descobertas científicas que possam resolver seus problemas ou simplesmente informar sobre os avanços técnico-científicos e o poder destes avanços em mudar o rumo da história. É para estas pessoas que, aproveitando a valiosa oportunidade, escrevo esta coluna.
Com alguma experiência no campo da pesquisa, proponho-me a escrever durante as próximas semanas sobre assuntos como Clonagem de seres humanos, Células-tronco, Transgênicos, Diagnósticos do DNA... Enfim a minha proposta é escrever para discutir o papel da ciência como ferramenta para aumentar o conhecimento do Homem sobre a Natureza permitindo o uso imediato ou não das descobertas para o bem de toda a sociedade.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Biotecnologia, Biologia Molecular, Genética Molecular e "Nova Biologia"

Desde antes do anúncio da meta atingida pelo Projeto Genoma Humano, os assuntos ligados às novas tecnologias vêm sendo assunto corrente nos meios de comunicação de massa. Porém, há uma escacez de profissionais qualificados para fazer a revisão e edição dos textos destinados à divulgação científica. O resultado se configura em textos por demais técnicos ou inadequadamente contextualizados.
Se você teve paciência de ler até aqui parabéns! Ficou um texto técnico demais? Pois é! A falta de uma equipe formada por jornalistas, especialistas e até educadores resulta em textos técnicos demais ou textos com erros de conteúdo. Ou seja, o texto não atinge o seu objetivo principal: a comunicação, tornar comum, público e claro o conhecimento que é um bem de todos, um bem comum.
A partir deste mês os textos deste Blog terão como tema principal as novas descobertas no campo da Biotecnologia. Falarei de Clonagem Terapêutica, Diagnóstico Molecular de doenças como Hanseníase, Vacinas Gênicas e outros assuntos para que o público possa participar desse bem comum que é a ciência.
Até lá.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Coagulação Sanguínea

Protrombina de onde vem você?
Eu vim do fígado
Só prá te ver
O sangue só me quer para coágulo
Coágulo, coágulo
E sem a protrombina que é você
Eu nada vou poder fazer




Figura 1. Cascata de reações (resumida) da coagulação sanguínea.





O processo de coagulação do sangue começa a partir do momento em que a pessoa se machuca rompendo um vaso sanguíneo. A lesão dispara uma cascata de sinais químicos que começa com a liberação da Tromboblastina pelas plaquetas presentes no sangue (Figura 1). Enquanto isso o fígado libera a protrombina. Esse processo tem o auxílio da vitamina K. Tal vitamina ajuda o fígado a formar determinados fatores como a protrombina.

Na presença de cálcio e tromboplastina a protrombina é transformada em trombina.
A Trombina cataliza a formação das redes de fibrinas a partir das moléculas de fibrinogênio.

As moléculas de Fibrina formam uma rede capaz de agregar as hemácias e as plaquetas, formando o coágulo (Figuras 2 e 3).



Figura 2. Formação do coágulo (a "casquinha" da ferida)

Figura 3. Formação do coágulo: repare as imagens dos tromócitos (de onde vem as plaquetas) e da rede de fibrina ao microscópio eletrônico.




sexta-feira, 10 de abril de 2009

Fecundação!!

A fecundação ocorre quando um gameta masculino funde-se a um gameta feminino. Nos seres humanos isso ocorre na Tubas Uterinas (antigas Trompas de Falópio)


500 milhões em ação
Já vai começar a fecundação
Cito II espera já não vai ter mais a menstruação
De repente libera a hialuronidase
Corona toda vai desagregar
Zona pelúcida não esta com nada
SPTZ vai penetrar!!!


Todos tentam juntos
No núcleo que é bom só um vai entrar!!

Dois sistemas trabalhando juntos

O Sistema Circulatório e o Sistema Respiratório podem e devem ser estudados juntos. Suas funções se encontram quando falamos da captação e do transporte de oxigênio (O2) pelo nosso organismo.
O Sistema Respiratório faz a captação do O2 que vem quando inspiramos. O oxigênio passa pelas vias respiratórias (Figura 1) até chegar aos alvéolos, onde acontecem as trocas gasosas (Figura 2). O sangue rico em CO2 libera este gás para os alvéolos, enquanto capta o O2 para passar pelo corpo todo e fornecer oxigênio para cada célula do nosso corpo.
Figura 1. Sistema Respiratório.

Como podemos ver na figura 2, o O2 passa para a corrente sanguínea enquanto o CO2 passa para dentro dos alvéolos para ser expelido quando colocamos o ar para fora do nosso corpo.
Como o O2 está em maior concentração no ar do que no sangue, o movimento natural do O2 é de entrar (difundir-se) na corrente sanguínea.

Figura 2. Trocas gasosas acontecem nos alvéolos pulmonares.

Com o CO2 acontece o oposto, ou seja, o CO2 está mais concentrado no sangue do que no interior dos alvéolos. Então, o CO2 passa para o interior do alvéolo para percorrer as vias respiratórias e ser eliminado quando o ar sai.
O Sistema Circulatório (Figura 3) faz com que os gases passeiem pelo nosso organismo. Assim, é possível que todas as células possam receber o O2 e expelir o CO2.




Figura 3. Sistema Circulatório

A circulação do sangue, nos seres humanos, percorre dois caminhos (Figura 4):




Figura 4. Sistema Circulatório; a parte superior da figura mostra a pequena circulação, enquanto a parte inferior mostra a grande circulação.


1. Coração ---> Pulmão ---> Coração
Chamamos esta circulação de pequena circulação. É a circulação que ocorre para o sangue ser oxigenado e o gás carbônico ser expelhido.


2. Coração ---> Corpo ---> Coração
Chamamos esta circulação de grande circulação. É a circulação que acontece para o sangue percorrer todo o organismo para oxigenar o sangue e recolher o gás carbônico.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Função do Coração e do Pulmão

Essa música foi feita como paródia de "Luar do Sertão" (Catullo da Paixão Cearense / João Pernambuco)


Função do Coração e do Pulmão (Paródia feita pelo Prof. Alexandre de Sá Freire)


Não há ó gente ó não
Função como a do coração

O coração bombeia o sangue pro pulmão
Prá receber o oxigênio e prá depois ele voltar
Depois que volta o coração bombeia o sangue "novo"
Prá passar pelo corpo todo e o CO2 liberar

Não há ó gente ó não
Função como a do coração
Não há ó gente ó não
Função como essa do pulmão

O ar entra nas vias respiratórias
Nariz, faringe, laringe, traquéia,
Brônquios, bronquíolos e os alvéolos.
O oxigênio por difusão passa pro sangue
Para dentro da hemácia na hemoglobina passear
Oxigênio passa prá dentro da célula que libera o CO2
Prá respiração terminar

Não há ó gente ó não
Função como a do coração
Não há ó gente ó não
Função como essa do pulmão

domingo, 5 de abril de 2009

Amazônia: Pulmão do Mundo?

O título do texto refere-se a uma afirmação feita com freqüência. E a resposta para esta pergunta é: Não! E por que não? Vamos aos fatos:
1. A Amazônia produz, sim, O2 (oxigênio) durante a fase clara da fotossíntese. Porém, este O2 é consumido durante a fase escura e a respiração.

2. Podemos comparar a área ocupada pela Amazônia com toda a área verde do planeta. A Floresta Amazônica não é grande o suficiente para ser maior que toda a área ocupada por florestas no mundo inteiro.

3. Mais de 70% da superfície do planeta é recoberta por água. Esse ambiente é habitado por algas fotossintetizantes que liberam O2 na água e parte do O2 é liberado para a atmosfera. Assim, o equilíbrio da quantidade (concentração) de O2 é mantido.


Para saber mais, acesse:
http://www.fgaia.org.br/texts/t-amazonia.html
http://www.editorasaraiva.com.br/eddid/CIENCIAS/biblioteca/artigos/amazonia.html
http://www.universia.com.br/html/materia/materia_ccb.html
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1075798-EI299,00.html

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Bactérias e Fotossíntese



As cianobactérias, chamadas antigamente de algas cianofíceas, são seres procariontes fotossintetizantes. Isto é, são seres unicelulares que não possuem núcleo indivitualizado e realizam a fotossíntese.


A figura ao lado mostra uma colônia de cianobactérias (figura colorida), um esquema de cada cianobactéria com suas estruturas ( em cima à esquerda) e uma fotomicrografia (foto tirada utilizando-se um microscópio eletrônico).

As cianobactérias ocupam, também, o posto de produtoras de matéria orgânica na natureza. Realizam a fotossíntese apesar de não apresentarem os cloroplastos. A estrutura que garante a realização da fotossíntese é um pouco diferente (veja ao lado).






quinta-feira, 2 de abril de 2009

Cloroplastos e Ecologia

A presença de cloroplastos possibilita a ocorrência de fotossíntese nas células dos vegetais e algas. Algumas bactérias fotossintetizantes como as cianobactérias possuem estruturas diferentes, mas mantêm a presença de clorofila como pigmento fotossintetizante.


Figura 1. Cloroplastos






Os organismos fotossintetizantes são considerados os produtores nas cadeias e teias alimentares. A fotossíntese é o processo onde a energia solar é transformada em energia química. Sua equação simplificada é: Luz + CO2 + H2O --> O2 + Glicose

terça-feira, 31 de março de 2009

Célula Vegetal e Célula Animal - Diferenças

Podemos dizer que as células animais são diferentes das células vegetais pela presença de determinadas estruturas nas células vegetais:
1. Cloroplastos responsáveis pela fotossíntese - processo de fabricação da glicose a partir da água, gás carbônico e luz solar. As plantas, assim, tornam-se auto-suficientes em termos de alimentação.
2. Parede Celular para dar sustentação, além de impedir mecanicamente que a célula absorva mais água do que pode suportar.
3. Vacúolo de suco celular para armazenar amido ao longo da vida da célula. As células da batata, por exemplo, armazenam o amido para servir como reserva energética da planta. Assim, comemos o que seria utilizao como fonte de alimento para a planta da batata

segunda-feira, 23 de março de 2009

Célula I

A organização dos organismos em uma ou mais células é considerada a base da vida na terra.



Existem dois tipos básicos de células:

1. Célula procarionte --> Este é o tipo celular das bactérias. É o tipo celular mais simples e possui apenas uma membrana plasmática e o citoplasma.
2. Célula eucarionte --> É o tipo celular presente em todos os outros organismos, inclusive o ser humano. Existem dois tipos básicos de céluas eucariontes: as células vegetais e as células animais.




2.1. Células Vegetais






















2.2 Células Animais






















A Célula é assim (Velha infância - Tribalistas)Música adaptada pelo Prof. Alexandre Freire.

A célula é assim
É tudo pra mim
É a menor unidade
Capaz de crescer e reproduzir;
Respirar e digerir

Divisão celular
Mitose para proliferar
Meiose pra formar gametas
Que se encontram na fecundação

Os microtúbulos
Quando formam o fuso
Orientam a divisão
Por ele os cromossomos se movimentam]
Pra repartir direitinho

= Refrão = Mitocôndria para respirar
Lisossomo para digerir
Ribossomo e o Retículo
Na síntese de proteínas

Complexo é assim
Armazena pra mim
As minhas secreções
Ou então e origem dos Lisossomos
Na célula vegetal
Os cloroplastos que legal
Realizam a fotossíntese
Graças à molécula da clorofila

==Refrão==